
Diretamente do Brooklyn, New York o Iran lança seu terceiro álbum após um hiato de 6 anos. Dissolver segue os rótulos dados ao som da banda: rock experimental lo-fi (ufa!); o caso é que na hora de ouvir e criticar o álbum essas características se tornam simplistas, se é que nem sempre o são. O Iran tenta ao longo de dez faixas manter o estilo de seus álbuns anteriores e adicionar novos elementos: o resultado é mediano, destaque para I Can See The Future e Buddy, na qual guitarra e vocal se confundem. Não é coincidência as melhores canções serem as duas primeiras já que em seguida o álbum passa a ser carregado de sintetizadores e as guitarras perdem força. Where I’m Going é ótima, porém seu clima tenebroso não condiz com o resto do cd.
Ao procurar informações sobre o Iran na Internet normalmente encontra-se que a banda é um projeto paralelo de Kyp Malone, guitarrista do Tv On The Radio, o que deixa a influência da outra banda nova-iorquina em I Already Know You’re Wrong, e em menores proporções no álbum inteiro, ainda mais clara. O sucesso da banda, no entanto, deve ser mais precisamente dirigido a Aaron Aites, multi-instrumentista e compositor de todas as músicas do Iran.
Daniel Bejar, Carey Mercer e Spencer Krug. Talvez você não tenha conseguido ligar o nome à pessoa, ou no caso, à banda mas esse trio comanda os vocais de, respectivamente: Destroyer (e The New Pornographers), Frog Eyes e Wolf Parade (e Sunset Rubdown). Se tal informação continua não adiantando nada pra você, eu explico: o caso aqui é de uma super banda. Os canadenses citados acima não são meros vocalistas de boas bandas, suas vozes únicas as fazem serem melhores ainda. Mas eu tenho sempre um pé atrás com agrupamentos de estrelas...
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